BMX

O auge do BMX: a opinião do perito Viki Gómez, campeão do mundo! As bicicletas também são para o outono!

 

Uma bicicleta e muita vontade é tudo o que precisa para desfrutar com a sua BMX. Para os aficionados deste desporto todo-terreno, a serra é um circuito e a cidade um parque de acrobacias. Se quer juntar-se a eles, fique atento ao que lhe vamos contar. Um desporto que está na moda – há já algum tempo – e intimamente ligado ao seu Ford: você e a sua bicicleta vão ser inseparáveis este outono.

Guia rápido de BMX

BMX

Nos anos 70, o desporto mais cool era o Motocross. Os conjuntos de super-herói do rock, os capacete de guerreiro espacial e as motos fantásticas. O sonho de qualquer criança. Mas nem todas as crianças tinham uma moto. Assim nasceu o BMX na Califórnia.

As bicicletas específicas para este desporto, de tubos curtos e rodas pequenas, surgiram nos anos 80 e converteram-se num dos ícones da década. Hoje o BMX, reconhecido como desporto olímpico em 2008, vive uma segunda explosão de popularidade.

Ao longos dos anos, o BMX evoluiu em duas modalidades principais, o Race, ou seja, as corridas em circuitos parecidos com os de motocross; e o Freestyle, a versão urbana e acrobática que surgiu da mistura de bicicletas com parques de skateboard. Esta última, por sua vez, divide-se em cinco disciplinas:

 

 

BMX

  • Flatland: praticada em piso liso. Nem mais nem menos. Esta é a disciplina mais minimalista, mas é também a que requer mais habilidade e criatividade para executar movimentos e inventar outros novos.
  • Dirt Jump: saltos em rampas de terra.
  • Park: praticada em circuitos fechados (bikeparks ou skateparks). Os movimentos desenvolvem-se em coreografias ou ao em rampas e obstáculos de cimento.
  • Vert: praticada em pista semicircular, em formato de “U”, semelhante aos canias de cimento onde nasceu o Freestyle na Califórnia. Os altos atingem maiores alturas do que na Park.
  • Street: praticada na rua. Qualquer elemento urbano pode ser utilizado para executar acrobacias: escadas, um banco, uma rampa, um corrimão, tudo o que nos possa ocorrer.

Felizmente existem bicicletas BMX desenhadas para praticar qualquer uma destas modalidades. Não é necessário mudar de armação se quisermos experimentar todas. Não queremos impôr limites, queremos precisamente o contrário. Tudo o que precisa este outono é de não se esquecer da bicicleta em casa! Entre no seu Ford e ponha-se à prova, porque este desporto vai tirar-lhe o medo e fazê-lo inovar.

Viki Gómez, conselhos de perito, o campeão do mundo

Já se sente tentado a dar uma oportunidade ao BMX neste outono? Tenha em mente que não nos limitámos a atirar uma moeda ao ar ou de repente pensámos que está na moda. Apresentamos-lhe os conselhos do campeão do mundo, nascido no nosso país vizinho, Espanha.

Viki Gómez

Jorge “Viki” Gómez (Madrid, 1981) faz piruetas com a bicicleta desde os 14 anos. Aos 19 começou a competir e pouco depois tinha-se convertido no melhor do seu país e num dos melhores do mundo na especialidade Flatland. Ainda hoje continua a ser o único espanhol que se dedica profissionalmente a este desporto e que pode viver dele. Todos os anos soma novas vitórias ao seu palmarés (duas vezes campeão da Europa, duas vezes campeão da Ásia, três vezes campeão “Red Bull Circle of Balance”, o campeonato mais importante do mundo da sua modalidade), que combina com exibições por todo o planeta e com a sua atividade empresarial como designer de bicicletas para a Orbea. A sua relação com o BMX é quase mística, ainda que consiga descer à terra para nos dar algumas recomendações.

Viki Gómez

GoFord: Porque decidiu convidar os leitores da Ford a experimentar o BMX?

Viki Gómez: “O BMX está a crescer imenso um pouco por todo o mundo. Este desporto é mais uma forma de vida e muitos jovens encontram nele a forma de viver a sua. A bicicleta dá-te liberdade, permite-te fazer amigos e ajuda-te a conhecer-te a ti mesmo. Além disso é grátis e divertido”.

GF: Qual é a melhor maneira de começar? Dê-nos um bom conselho para nos motivarmos no outono.

VG: A melhor forma de começar é com amigos. Se começar com alguém vai estar muito mais motivado para ver quem se sai melhor. Foi assim que eu comecei. Tive muita sorte por que todos os fins de semana, juntavam-se 20 08 30 riders no Parque do Retiro, em Madrid, onde nasci e cresci. Foi assim que passei os fins de semana da minha adolescência e foi sem dúvida o melhor que me podia ter acontecido. O verdadeiro sucesso é sentires-te bem contigo próprio”.

GF: É preciso treinar muito para atingir um bom nível? Que tipo de bicicleta é mais indicado?

VG: “Eu treino entre quatro e seis horas por dia, quando não estou a viajar. Mas isso depende do nível de cada um. Não há regras para treinar, pelo que o que melhor se adapte à sua progressão será a sua melhor ferramenta. Ao comprar uma bicicleta, deve apostar na qualidade e num modelo que tenha sido desenhado por riders de BMX. É por isso que estou tão orgulhoso do meu design da BMX Orbea Rude. É um sector em que havia um vazio porque muitas grandes marcas de MTB têm bicicletas de BMX que não fazem muito sentido em termos de design, peso e outras características. Assim, deve assegurar-se que compra uma bicicleta desenhada por um rider Pro de BMX. E além disso, é fácil de transportar: para viajar em estrada, a bicicleta cabe em qualquer carro Ford”.

Viki Gómez

GF: Que modalidade de BMX recomenda para a iniciação neste desporto?

VG: “A minha especialidade é Flatland, a mais fácil para encontrar locais onde praticar. Só precisa de um espaço amplo de solo liso, como uma praça ou campo de basquetebol”.

GF: Para terminar, pergunto-lhe: e se ao começarmos nos apercebermos que até temos jeito… Qual é o caminho de um profissional de BMX? Como foi o seu percurso?

VG: “Para chegar a ser profissional o mais importante é a personalidade. O talento ajuda muito mas hoje em dia a atitude conta mais, bem como a forma como se apresenta aos patrocinadores. Não é só competir, é preciso fazer algo mais. Por isso criei a minha empresa de bicicletas há 10 anos. Aprendi a desenhar e a negociar. Isto permite-me crescer e oferecer aos meus patrocinadores e novos clientes ‘um produto’ de qualidade. No meu caso o produto é o talento, por isso se sabes explorá-lo o potencial é enorme, uma vez que é algo único”.

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