Tendência

Sentar-se numa mesa com estranhos em casa de outras pessoas para jantar e provar a gastronomia local cozinhada por um habitante dessa cidade. A internet também é o sítio ideal para encontrar uma boa receita caseira. Sites como o EatWith ou Bookalokal, os airbnb da cozinha, propõem “comer em casa, mas fora”.

No séc. XXI, uma pessoa anónima pode ser tão conhecida como qualquer celebridade graças à internet. Esta tendência não poderia não existir na internet por muito mais tempo: agora os amantes da culinária, os chefs anónimos e os meros  curiosos têm fortes possibilidades de partilhar a sua paixão por um bom jantar. Entre no seu Ford e rume a estas alternativas culinárias e sociais que aqui lhe propomos:

Fazendo amigos com a cozinha social online

Guy Michlin e Shemer Schwartz criaram o EatWith em 2012, em Tel Aviv, depois das férias do primeiro em Creta e da sua “experiência memorável” em casa de uma família contactada através de um amigo.

Prepararam-lhe um jantar típico delicioso e conversou durante quatro horas sobre a crise grega e a situação do país. “Quando voltei a a casa sonhámos com uma comunidade de ‘convidados’ entusiastas e anfitriões apaixonados. Uma rede onde os utilizadores possam descobrir deliciosos pratos caseiros e partilhar as suas experiências”, explica Michlin. Hoje gerem a empresa a partir de São Francisco. Quando chegaram aos Estados Unidos conseguiram chegar a 39 lares, em 10 cidades em pouco mais de um mês.

Atualmente estão em mais de 150 cidades de todo o mundo, incluindo Lisboa, Barcelona ou Madrid com slogans como “o sabor da Ásia com vinho e cocktails” por 42 euros, “menu de um chef com estrela Michelin por 75 euros”, “jantar de fusão num espetacular terraço” por 40 euros ou “um dia mágico no campo” por 23 euros.cena2

Sites como o EatWith, Bookalokal ou o Feastly  estabelecem a ligação entre cozinheiros amadores e viajantes que querem “comer em casa, mas ao mesmo tempo fora”. O processo é simples: têm que registar-se, escolher a opção mais apetecível, reservar e pagar online. O anfitrião fixa o preço e os sites cobram uma percentagem aos utilizadores que vai de 3 a 20%. Para os que cozinham é uma forma de mostrar os seus dotes culinários e ganhar algum dinheiro sem terem que abrir o seu próprio restaurante. Os convidados, por seu lado, partilham espaço com os habitantes locais, entram nas suas casas e provam as suas melhores receitas.

Esta fórmula teve tanto êxito que a revista norte-americana Kinfolk Magazine começou a organizar jantares privados para os seus funcionários (neste casos com chefs e catering), depois incluiu os leitores e o que começou como um pequeno encontro em Portland cresceu até organizarem jantares por todo o mundo. Em outubro passado o seu Messy Meal realizou-se em 25 cidades, de Barcelona ao México, com anfitriões e colaboradores locais.

O Bookalokal cresceu rapidamente. Fundado em 2012 pela nova-iorquina Evelyne White, já está presente em diversos países, dos Estados Unidos ao país de “nuestros hermanos”, Espanha. Outra opção seria que os anfitriões pedissem apenas donativos e não fixem preços pelos seus serviços.

Foi esta a opção do Hush Supper Club, dirigido pela vegetariana Geeta a partir da sua casa, em Washington D.C. desde 2010, onde apresenta as suas receitas indianas no seu próprio site e organiza “jantares com storytelling” para entre 8 e 12 convidados, duas vezes por mês, por 95 dólares por pessoa. Em cinco anos organizou mais de 150 jantares, com quase 2000 pessoas na sua cidade e um pouco por todo o país. “Funcionou graças ao boca-a-boca e só teve um problema, quando se juntaram seis convidados muito diferentes entre si, foi difícil de gerir”, brinca Geeta, que também dá aulas de cozinha na sua casa.

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A gastronomia como rede social

Na era do Facebook, Instagram e Twitter, as pessoas são informadas da existência destes eventos através das redes sociais, quer sejam organizadas por publicações especializadas como a Kinfolk, pelos próprios anfitriões nas suas casas, ou por iniciativas como a Alfama-te, que organiza em Lisboa jantares/convívios no conhecido e típico bairro lisboeta.

Vêm a estes eventos e conhecem pessoas com quem partilham o seu gosto por comidas especiais”, realça Julie Pointer, community manager da Kinfolk. Os sites encarregam-se da segurança e da qualidade dos ingredientes, inspecionando as casas e estimulando os convidados a publicar as suas críticas/comentários, utilizando etiquetas como “EatWith Verified”, assinalando que verificaram o local, ainda que não consigam que seja tudo legal (para cumprir os regulamentos, pedem por vezes “donativos” porque não se pode trocar comida por dinheiro numa casa particular). Naama Shefi, diretora de marketing da EatWith, reconhece que o aspecto da regulação é um grande desafio. “Estamos a aprender durante o processo”.

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