Viagens

Há um prazer inegável em deixar a rotina do dia-a-dia, a pressa de chegar a algum lugar, e partir à aventura, desde que com o carro certo, claro. A diversidade da paisagem portuguesa, da serra ao mar, do verde luxuriante à planície solarenga, oferece inúmeras oportunidade para explorar o território ao volante do seu Ford, em off-road.

Sugerimos-lhe aqui algumas das zonas onde pode encontrar percursos e trilhas interessantes e aventurosos, seja para uma breve excursão, seja para umas férias de aventura e descoberta.

Quer seria ao volante de um Ford Kuga, Edge ou EcoSport, irá desfrutar como nunca das nossas estradas e caminhos mais bonitos. Isto sempre, com máximo respeito pelo meio ambiente.

Antes de mais, alguns breves conselhos:

  • Faça estes percursos acompanhado, dois veículos podem sempre ajudar-se em caso de alguma dificuldade mais problemática na transposição de obstáculos ou procura de novos caminhos.
  • Nas zonas à beira-mar, atenção às áreas interditas, queremos que a paisagem mantenha a sua beleza natural, não danifique as dunas.
  • Prepare-se bem, estude os percursos, use o GPS e torne as suas excursões num prazer e não numa dor de cabeça.

E agora, à aventura!

1 – Serra de Sintra

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Estrada na Serra de Sintra

Começando bem perto de Lisboa, sugerimos um percurso pela Serra de Sintra, partindo da Lagoa Azul, atravessando a serra por dentro e terminando junto ao mar, na Praia Grande. A volta é pequena mas cheia de história, com oportunidades para explorar os recantos românticos da serra onde o rei Dom Fernando II construiu o famoso palácio da Pena.

Na Lagoa Azul pode desfrutar da calma, do ar puro e refrescante e do contato com a natureza… E embrenhar-se pela serra em subidas e descidas sinuosas mas não demasiado desafiantes.

Na serra propriamente dita, aconselhamos passagem pela Peninha e pelo Convento dos Capuchos, um pouco fora da rota turística e capazes de proporcionar vistas e momentos fantásticos.

Na descida, acompanhe a costa sinuosa, passe pelo ponto mais ocidental da Europa, o Cabo da Roca, e termine na ampla beleza natural da Praia Grande.

2 – Costa Vicentina

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Zambujeira do Mar, Alentejo, Portugal

Estendendo-se do longo areal de Tróia e da Comporta até ao extremo mais a sul de Portugal, a Costa Vicentina recebe o seu nome do Cabo que a encerra, o Cabo de São Vicente. Sugerimos aqui um percurso de dois dias explorando as magníficas trilhas à beira-mar que esta zona do país oferece.

Apesar de mais longo, também este é um percurso relativamente fácil, ideal para desfrutar com a família. Sugerimos a partida de Grândola em direção a Lousal, Cercal do Alentejo, Odemira, Aljezur, Sagres e de volta para cima por Rogil, Odeceixe e Zambujeira. São 240km sempre a andar e facilmente pode fazer mais de metade fora de estrada. Um picnic a meio do percurso é ideal.

Depois de pernoitar na Zambujeira do Mar ou em Vila Nova de Milfontes, pode revisitar alguns dos pontos do percurso na subida ou acelerar, escolhendo mais alcatrão que terra, por Porto Covo, Sines, Comporta, em direção a Alcácer do Sal ou, porque não, atravessando por fim de ferry, o estuário do Sado entre Tróia e Setúbal.

Quem sabe, tem o acompanhamento de golfinhos no final deste seu percurso!

3 – Transalgarviana

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Monchique, Algarve, Portugal

É certo que o Algarve é conhecido pelas suas praias e pela sua oferta turística inigualável, mas basta afastar-se um pouco da costa e percorrer o interior para descobrir trilhas espantosas e paisagens de cortar a respiração. Siga connosco, a Rota Transalgarviana.

A primeira parte da nossa aventura começa em Castro Marim e termina na Azilheira, não apresenta dificuldades de maior, no entanto há subidas íngremes, inclinações laterais, descidas, tudo acessível a todos os jipes e a todos os condutores conhecedores das potencialidades dos seus 4×4.

Não se esqueça da sua máquina fotográfica, vai encontrar paisagens fabulosas.

O trajeto contempla passagem por várias localidades onde é possível abastecer forças nos cafés, restaurantes e mercearias locais. Há postos de abastecimento na Cortelha e no Alto do Malhão, se precisar.

Na segunda parte do percurso, enfrenta as dificuldades acrescidas da Serra de Monchique, mais técnica e íngreme sem deixar de ser acessível. Cuidado para não riscar a pintura! Pode sempre fazer uma pausa no Autódromo Internacional do Algarve, junto a Portimão, e experimentar a pista TT local.

O ponto final do percurso é já nosso conhecido, a ponta de Sagres.

4 – Piódão

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Piódão, Arganil, Portugal

Rumemos ao centro do país e a uma das mais pitorescas aldeias portuguesas, Piódão, em plena Serra do Açor, com as suas casas de xisto em socalco, tão bem integradas na paisagem.

Meta-se com a família no seu 4×4 e descubra uma paisagem belíssima. A aldeia é ponto de partida e chegada e travessia de numerosos trilhos. Pode, por exemplo, partir da Lousã, atravessar Piódão, Barriosa, Sabugueiro, Vale Rocim e terminar na Torre, em plena Serra da Estrela.

Em sentido inverso, pode começar em Góis e seguir até Piódão. O percurso tem alguns corta-fogos e subidas traiçoeiras, mas todos têm alternativas. De Piódão pode chegar à Lousã atravessando Foz d’Égua.

Sugerimos por fim, um percurso circular com início e fim em Piódão e passagem também pelo lugar de Foz d’Égua. Trata-se de um percurso com declive pouco acentuado, com uma ou duas exceções. Algumas casas abandonadas que se cruzam no caminho são testemunho da atividade pastorícia. Aqui e ali, também colmeias.

Em Foz D’ Égua para além das casas tradicionais, destaca-se a piscina natural, local de encontro da ribeira do Piódão com a ribeira de Chãs d’Égua, que correm em direção ao rio Alvôco. Neste local há indicações do caminho a tomar para regressar ao Piódão.

Seguindo pela margem direita da ribeira, o percurso continua pelas curvas da encosta, tendo como paisagem a extraordinária engenharia de conquista de espaço à encosta: as quelhadas ou socalcos. São patamares sobre patamares, escadas que ziguezagueiam os terrenos a cultivar. Verdadeira prova de esforço do homem.

5 – Douro

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Douro Vinhateiro, Portugal

A nossa última sugestão leva-o a uma paisagem que é património mundial da UNESCO, o Alto Douro Vinhateiro. A paisagem do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos acidentados, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas, nomeadamente na produção do famoso vinho da zona.

Muitos são os percursos e trilhos possíveis por aqui e quase todos os alojamentos turísticos oferecem experiências interessantes. De todos os percursos possíveis, de Entre-os-Rios, passando pelo Peso da Régua, até ao vale do Côa com as suas gravuras paleolíticas, sugerimos um, como experiência.

Comece em São João da Pesqueira, na “Pista dos Cavalos” na direção de Valongo dos Azeites, passando por algumas quintas vitivinícolas onde pode contemplar a paisagem em socalcos que domina a região, descendo até ao Rio Torto para a primeira travessia do mesmo.

O percurso continua sempre junto ao rio por alguns caminhos de mato no vale entre Valongo e Póvoa, com mais uma travessia do rio, num dos fantásticos trilhos onde a passagem se dá junto a uma pequena cascata, balizado por antigos muros em xisto com muita vegetação e que vai desembocar novamente no rio. Segue-se mais um pequeno ponto de dificuldade, uma picada, e logo um pouco mais à frente de outro ponto com alguma adrenalina, composto por uma descida íngreme e novamente uma travessia do rio com mais uma cascata e dar ao trilho um ambiente de natureza selvagem indescritível.

Suba depois até à pequena aldeia rústica de Pereiros, passando por mais algumas quintas vitivinícolas, e por caminho entre esses patamares que marcam a paisagem, chega-se a Ferradosa, antiga estação ferroviária na linha do Tua, agora transformada em restaurante.