Fórnea: O que fazem fósseis marítimos a mais de vinte quilómetros do mar?

Viagem em família

Vinícius de Moraes disse: “Por mais longa que seja a caminhada, o mais importante é dar o primeiro passo”. E o primeiro passo pode ser simplesmente o de aceitar um desafio. Vamos a isso? O que lhe propomos nesta edição requer espírito de aventura, paixão pela natureza, capacidade de observação, gosto pela contemplação e muita curiosidade. Pegue na família, entre no seu Ford e proporcione um dia inesquecível àqueles que mais ama, num lugar único em Portugal, a Fórnea.

Na localidade de Alcaria, concelho de Porto de Mós, distrito de Leria, a Fórnea fica bem no centro do país. É uma estrutura geológica única e uma das mais bem conservadas da Europa. Famosa pelo seu majestoso anfiteatro, com cerca de um quilómetro de diâmetro e 250 metros de altura, é lugar de visita obrigatória para quem gosta de se sentir em comunhão com a natureza, ou até mesmo, se quisermos, literalmente engolido por ela.

Mas o que é a Fórnea?

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Trata-se de uma gigantesca depressão na crosta terrestre, formada pela força da natureza, que se explica, cientificamente, pela erosão provocada pelas chuvas e pelas águas nascentes, que desenharam este cenário impressionante. Ao visitar a Fórnea é natural que se sinta confrontado com a pequenez do ser humano perante a colossal mãe natureza e que essa experiência lhe proporcione, igualmente, períodos de contemplação muito enriquecedores e momentos inesquecíveis em família.
A formação do Maciço Calcário Estremenho teve início há cerca de 200 milhões de anos e este é essencialmente composto por rochas carbonatadas de origem marinha. Inacreditável não é? A justificação está no facto de, no período Jurássico ter-se dado uma importante transgressão em que o oceano em movimento, invadiu os terrenos então emersos, originando os depósitos espessos que hoje constituem o Maciço Calcário.
Inserida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a Fórnea é, portanto, uma depressão escavada nesses calcários margosos, margas e calcários do Jurássico Inferior e Médio, o que a torna um lugar rico em fósseis e privilegiado para a observação de alguns tipos de rochas constitutivas do subsolo da região, atraindo muitos curiosos, estudiosos e investigadores ao local.

Um trilho pedestre inesquecível

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O trilho pedestre da Fórnea está bem demarcado e é também muito procurado pelos amantes das caminhadas e do BTT que, sobretudo aos fins-de-semana, ali se encontram, deixando-se levar pela beleza desta cova gigante, rodeada por uma vigorosa vegetação e pequenas cascatas, que rebentam por entre as escarpas calcárias e ribeiras temporárias, afluentes do Rio Lena, Rio Cabrão e Ribeiro da Fórnea, que se juntam para formar o Rio Alcaide.
Estas nascentes temporárias, que são consideradas responsáveis pela formação da Fórnea, através do processo de erosão regressiva, provocaram o recuo das cabeceiras das linhas de água. Foi este processo que permitiu que, hoje em dia, a encosta da Fórnea contenha o relevo tão acentuado que a caracteriza.

Sensivelmente a meio do percurso, encontrará a Cova da Velha, uma gruta visitável. Explore-a e descubra a galeria com cerca de 500 metros de extensão, que se estende ao longo da falha, onde será surpreendido por pequenos lagos e sifões. Não deixe ainda de percorrer toda a parte superior da Fórnea, em Chão de Pias, de onde pode ter uma visão geral de todo o grandioso planalto, a sua marca calcária e envolvência verdejante que não o deixará indiferente.

Foto: Câmara Municipal de Porto de Mós

Foto: Câmara Municipal de Porto de Mós

Não se esqueça de respeitar Código de Conduta e Boas Práticas dos Visitantes nas Áreas Protegidas, uma recomendação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

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