Castelos ou palácios? Conheça os 10 mais bonitos do país

Escapadas

Séculos de história deixaram o nosso país com um património construído valioso, digno de visitas demoradas. Da arquitetura militar à aristocrática e real, deixamos a si a escolha, com uma seleção dos mais notáveis castelos e palácios onde pode passear, aprender e descobrir a história de Portugal. Entre no seu Ford e descubra-os todos!

Palácio da Brejoeira

Palacio da Brejoeira - Foto: Turismo de

De pai para filho, de Luís Pereira Velho de Moncoso para o seu filho Simão, demorou 28 anos a construção do Palácio da Brejoeira, a sul de Monção, sendo que a ordem inicial data de cerca de 1806. O projeto original é de Carlos Amarante mas no princípio do século XX, já o palácio tinha caído em ruína e é um importante comerciante do Porto que o compra, entrega o restauro a Ventura Terra e leva a que seja considerado monumento nacional em 1910.

É possível visitar o Palácio, com as suas salas faustosas que receberam festas de fama para a aristocracia, as amplas escadarias, o teatro, a capela e os jardins, bosques, lago e grutas. Lugares onde se sente ainda aquele momento de transição, de passagem da monarquia à república.

Leva o nome do palácio o prestigiado vinho da casta Alvarinho, que continua a ser a atividade principal da quinta que o cerca. Destaque, aliás, para a loja de enoturismo que é possível visitar nas antigas cavalariças, onde se situa igualmente a Casa das Artes, usada como galeria para várias exposições.

Castelo de Bragança

Castelo de Bragança - Foto: Wikipédia

No extremo nordeste de Portugal, em Trás-os-Montes, na margem do rio Fervença, situa-se um dos mais importantes e bem preservados castelos do nosso país, o castelo de Bragança, bem no centro da cidade. Do alto das muralhas, construídas usando o xisto da terra a 700 metros de altitude, avistam-se as serras de Montesinho, Rebordões, Nogueira e Sanabria.

Vem do tempo do neolítico, a escolha deste ponto para defesa do território contra as invasões romanas, e do reinado de D. Afonso Henriques, a construção do castelo nesse lugar, assegurando a defesa do povoamento recente. Desde essa época até às Invasões Francesas, o castelo foi servindo de posto de defesa da região e do país.

Não estaria completa a história do castelo sem uma referência à Lenda da Torre da Princesa, presa por seu tio malvado nessa torre que ficou para sempre com o seu nome, salva pelo seu amado numa noite de tempestade.

Palácio Nacional de Mafra

Palacio Nacional de Mafra - Foto: Wikipedia

Faz em 2017 trezentos anos o mais importante monumento do barroco português, o Palácio Nacional de Mafra, mandado edificar pelo rei D. João V, imortalizado na literatura por José Saramago, no seu “Memorial do Convento”.

O palácio foi aliás concebido inicialmente como um pequeno convento para 13 frades, sofrendo sucessivos alargamentos, acabando num imenso edifício de cerca de 40.000 m2, com todas as dependências e pertences necessários à vida quotidiana de 300 frades da Ordem de S. Francisco.

O ouro do Brasil permitiu construir um edifício que ocupa uma área de perto de quatro hectares (37.790 m2), compreendendo 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. Destaque para a biblioteca, com um valioso acervo, abrangendo todas as áreas de estudo do séc. XVIII, e para a basílica, com os seus dois carrilhões com 92 sinos, que constituem o maior conjunto histórico do mundo.

Nunca tendo sido residência permanente da Família Real, o Palácio de Mafra foi até ao fim da monarquia frequentemente visitado pelos monarcas, que aqui vinham celebrar algumas festas religiosas ou caçar na Tapada.

Foi também em Mafra que o último Rei de Portugal, D. Manuel II, passou a sua última noite no país antes da partida para o exílio quando da implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

Castelo de Guimarães

Castelo de Guimaraes web

Vem do Século X o castelo que é popular e simbolicamente conhecido como o berço da nacionalidade em Portugal. Foi construído para defender um mosteiro erigido pela Condessa Mumadona Dias na sua herdade de Vimaranes, hoje Guimarães. Eram constantes os ataques dos mouros.

No século XII é o Conde D. Henrique que toma posse do castelo e, diz a tradição, é aí que nasce D. Afonso Henriques. Desde a batalha de S. Mamede em 1128, que o liga indelevelmente à fundação da nacionalidade, o castelo foi ao longo dos séculos palco de vários conflitos reais.

Perdida que foi a sua função defensiva, entra num processo de abandono e degradação progressiva até ao século XX, altura em que é declarado Monumento Nacional e são efetuadas obras de restauro.

Atualmente, o castelo está bem conservado e aberto a visitantes, com destaque para as ruínas da antiga alcáçova do século XIV, para a torre de menagem quadrangular e para a capela românica da Igreja de São Miguel da Oliveira, no setor oeste. Nela se encontra a pia onde terá sido batizado D. Afonso Henriques.

Palácio Nacional da Pena

Palacio Nacional da Pena - Foto: Wikipédia

O Parque e o Palácio da Pena, implantados na serra de Sintra e frutos do génio criativo de D. Fernando II, são o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, com referências arquitetónicas que vão dos arcos ogivais às torres de sugestão medieval, com decoração de influência manuelina e mourisca. O Palácio foi construído para ser observado de qualquer ponto do Parque, floresta e jardins luxuriantes com mais de quinhentas espécies arbóreas oriundas dos quatro cantos do mundo.

Vem de longe, a edificação no topo escarpado da Serra de Sintra, primeiro de uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Pena, no Reinado de D. João II, reconstruída pelo seu sucessor, D. Manuel II, e entregue à ordem de São Jerónimo.

Já no século XIX, são as ruínas do convento que maravilham o rei-consorte D. Fernando II de Portugal, decidindo aí erigir um palácio e adquirindo também todas as quintas e matas envolventes, incluindo o Castelo dos Mouros.

Durante o reinado de Carlos I de Portugal, a Família Real ocupou com frequência o palácio, tornando-se a residência predileta da Rainha D. Amélia, que se ocupou da decoração dos aposentos íntimos.

Após o regicídio, a Rainha retirou-se ainda mais para o Palácio da Pena. Quando rebentou a revolta de 4 de Outubro, em 1910, D. Amélia aguardou na Pena o evoluir da situação. Foi no Palácio da Pena que passou a noite de 4 para 5 de Outubro, a última que passou em Portugal antes da queda da Monarquia.

Castelo de Santa Maria da Feira

Castelo de Santa Maria da Feira - Foto: Wikipedia

O Castelo de Santa Maria da Feira é singular pela sua configuração e pela profusão e diversidade de elementos defensivos. O seu estado de conservação é notável, como é fácil perceber numa visita.

Do antigo castro romano e da fortaleza ampliada na época da reconquista cristã resta hoje apenas o 1º piso da Torre de Menagem. No séc. XV, o Rei D. Afonso V entrega o castelo a Fernão Pereira, com a incumbência de o fazer restaurar. Data desta época a imagem arquitetónica essencial que ele hoje apresenta. É desta época, também, a construção, dentro da cerca, do primeiro palácio, que veio a ser substituído, no séc. XVII por uma nova construção (demolida em 1929).

Na visita, destaque para a Porta da Vila e Barbacã, por onde se entra, para a Praça de Armas, a Torre de Menagem, a Torre do Poço, a Torre da Casamata e a capela hexagonal do século XVII.

Palácio Nacional da Ajuda

Palácio Nacional da Ajuda - Foto: Câmara Municipal de Lisboa

Encontrava-se a Família Real na sua Quinta de Belém quando se deu o Terramoto de 1755. O pânico que então se apoderou de D. José I levou à sua recusa em voltar a habitar edifícios construídos “em pedra e cal”.

A solução encontrada passou pela eleição de um local seguro, a Quinta de Cima situada no Alto da Ajuda, e um edifício construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos. Ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. Substituía o sumptuoso Paço da Ribeira que fora destruído no Terramoto. Em 1794, no reinado de D. Maria I, um incêndio destruiu por completo esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio.

Coube a Manuel Caetano de Sousa, a tarefa de projetar um novo palácio de pedra e cal, que foi traçado ainda de acordo com as tendências arquitetónicas do Barroco. Este projeto, iniciado em 1796 sob a regência do príncipe real D. João, foi suspenso decorridos cinco anos de construção. Em 1802, arquitetos formados em Itália foram encarregues de o adaptar à nova corrente neoclássica. Os inúmeros percalços da monarquia portuguesa ao longo do Século XIX fizeram com que o projeto acabasse por nunca ser concluído.

Hoje, o espaço visitável do Palácio inclui dois pisos: o Piso Térreo onde se situam muitos dos aposentos privados, mais íntimos e resguardados, e o Andar Nobre, onde se realizavam as receções de gala.

Neste piso encontram-se a Sala do Corpo Diplomático, a Sala do Trono, a Sala D. João VI, onde se realizavam os bailes, e a Sala dos Grandes Jantares, onde se realizavam os banquetes. De caráter privado são o Atelier de Pintura, a Biblioteca e o Quarto de Cama do Rei, criado no último ano da vida de D. Luís, em 1888, por conselho médico.

Castelo de Almourol

Castelo de Almourol - Foto: Wikipedia

Situado numa pequena ilha escarpada de granito, em pleno rio Tejo, o belo Castelo de Almourol é um dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.

Diz a lenda que já os Lusitanos teriam aqui construído um reduto primitivo, depois conquistado pelos Romanos. Fosse como fosse, o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.

Entregue aos templários, responsáveis pelo povoamento e defesa do território do Mondego ao Tejo, sabemos que a conclusão das obras se deu em 1171, escassos dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar, mandada edificar por Gualdim Pais. Em Almourol, destaque para as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares, e a torre de menagem.

No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico. Este processo foi definitivamente terminado nos anos 40 e 50 do século XX, consumando-se, assim, o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.

Paço Ducal de Vila Viçosa

Palácio Ducal de Vila Viçosa - Foto: Wikipedia

O Paço Ducal de Vila Viçosa, em pleno Alentejo, distrito de Évora, é um monumento emblemático, com os seus 110 metros de fachada de estilo maneirista, totalmente revestida a mármore da região, exemplar único na arquitetura civil portuguesa.

A sua edificação iniciou-se em 1501 por ordem de D. Jaime, quarto duque de Bragança, mas as obras que lhe conferiram a grandeza e características que hoje conhecemos prolongaram-se pelos séculos XVI e XVII.

O Paço Ducal passou, com a ascensão em 1640 da Casa de Bragança ao trono de Portugal, a ser apenas mais uma das habitações espalhadas pelo reino, residência de caça e recreio. Nos reinados de D. Luís e D. Carlos as visitas frequentes são retomadas, assistindo-se, ao longo do século XIX, a obras de requalificação.

A implantação da República em 1910 levou ao seu encerramento. Por vontade expressa em testamento por D. Manuel II, reabre portas nos anos 40 do século XX, após a criação da Fundação da Casa de Bragança.

O Palácio apresenta uma grande coleção de obras de arte, sendo particularmente nobres as salas do primeiro piso. Permanecem particularmente vivas as memórias dos dois últimos reinados, como se pode observar nos aposentos régios e nos inúmeros exemplares da obra artística do rei D. Carlos.

São ainda de realçar a Biblioteca (com exemplares bastante preciosos) e a armaria. Nas antigas cocheiras está instalada uma secção do Museu Nacional dos Coches, onde entre outras carruagens, se pode admirar o landau que transportava a Família Real no dia do regicídio.

Castelo de Marvão

Castelo de Marvão - Foto: Wikipedia

Em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, distrito de Portalegre, encontramos o Castelo de Marvão, a escassos 13Km da fronteira, dominado a segunda via mais importante de penetração dos exércitos do país vizinho, a partir de Valência de Alcântara, numa vasta zona do Alto Alentejo, de Badajoz ao rio Tejo.

No contexto da conquista de Alcácer do Sal, D. Afonso Henriques terá tomado a povoação aos mouros entre 1160 e 1166. D. Sancho II concedeu-lhe Carta de Foral, visando manter esta sentinela avançada do território povoada e defendida diante das repetidas incursões oriundas de Castela.

Dessa época ao século XIX, o castelo desempenhou papel importante na defesa do país, tomando partido pelo Mestre de Aviz no final do século XIV, remodelado aquando da Restauração da Independência, atacado por forças espanholas no século XVII e XVIII, conquistado por tropas francesas na Guerra Peninsular, ocupado pelas tropas liberais em 1833.

Hoje é Monumento Nacional, devidamente restaurado e limpo, mantido em bom estado de conservação. Ao visitante são oferecidas visitas guiadas ao núcleo arqueológico de armaria nas dependências do castelo.

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