Turismo rural: os 10 melhores spots em Portugal

Escapada rural

A lista poderia ser de 20, 30, 40 e até de 100 lugares. Propostas não faltam para descobrir o Portugal mais natural e autêntico. Mas deixamos-lhe 10 sugestões para começar a planificar alguma escapada este outono. Entre no seu Ford e descubra-os a todos!

Todos os locais que propomos são pequenos, pitorescos, bonitos e diferentes, e em todos eles vai encontrar fantásticas paisagens para descansar, descontrair e recarregar energias. Em alguns casos estão escondidos entre montanhas ou vales e o seu envolvente ressalta ainda mais a sua beleza. Recantos pouco povoados onde os habitantes acolhem com simpatia os seus visitantes. E se é dos que gosta de fotografias e é muito ativo nas redes sociais, vai colecionar muitos “likes”. O seu Instagram vai também adorar estes destinos.

Turismo rural em pontos escondidos no mapa português. Quem pode dizer que não a uma escapada destas? Deixe-se surpreender.

Santana

Começamos pela Madeira e a proposta para conhecer a cidade de Santana, ao norte da ilha, e o todo o concelho, composto por seis freguesias (Arco de São Jorge, Faial, Ilha, Santana, São Jorge e São Roque do Faial). Destacam-se as suas paisagens singulares e pitorescas e as suas tradicionais casas triangulares com telhados de colmo sobre estruturas de madeira. Estas casas são coloridas com as típicas cores madeirenses de azul, branco e vermelho, e são conhecidas por “casinhas de Santana”.

O que fazer em Santana? Desfrutar da natureza, conhecer a riqueza cultural dos lugares e envolver-se com a população local. Não há tempo para se aborrecer. E se gostas dos percursos pedestres, em Santana encontram-se os pontos mais altos da ilha da Madeira, nomeadamente o Pico Ruivo, o Pico das Torres e o Pico do Areeiro.

Santana mantém vivas as suas tradições ao longo dos séculos. Durante muitos anos este concelho foi quase inacessível por mar e terra, e esse isolamento reforçou os seus hábitos. Os seus terrenos férteis permitem que se produzam aqui muitos dos produtos naturais da ilha. E não deixe de passear pela Floresta Laurissilva, classificada pela UNESCO como Património Mundial Natural.

Para a sua estadia, opte pelo pelo Hotel Quinta do Furão.

Casas de Santana - Foto: VisitMadeira

Pena

Para chegar até a aldeia da Pena, ao norte de São Pedro do Sul, vai ter que pôr o seu Ford à prova mas não se esqueça que não se pode entrar nela de carro, é proibido. A Pena está perdida no sopé de montes e o seu espírito está moldado pela labiríntica colina, num profundo vale da serra da Gralheira. Tem um enquadramento único na paisagem aliado ao casario típico, de xisto e ardósia. Uma vista que se observa desde o cimo do monte oferecendo um cenário ímpar e muito inspirador. A sua visita vale bem a pena e é sem dúvida uma das pérolas de xisto da Serra de São Macário.

Vai adorar este recanto escondido junto a uma ribeira de água cristalina e onde o sol apenas consegue chegar poucas horas por dia. Ali esperam por si estreitos caminhos entre espigueiros e construções de xisto e lousa. Visite a pequena capela e uma loja de artesanato onde o dono construiu pequenas réplicas de habitações de xisto. E na Adega Típica da Pena podem provar-se as iguarias locais como o presunto o queijo da serra. Entre os pratos mais densos, arroz de cabidela de galinha ou vitela assados no forno.

Para passar a noite, rume à Casa da Cerejinha, uma construção centenária em xisto, pedra rolada da ribeira e madeira de castanho. Vai desconectar do mundo exterior. Nesta aldeia moram permanentemente cerca de 15 pessoas.

Dornes

A beleza dos vales e o encanto do Lago Azul fazem desta localidade de Ferreira do Zêzere um ponto de referência do turismo português. Considerado um dos destinos mais belos e surpreendentes de Portugal, conta com diversos tesouros naturais à espera de serem descobertos.

N este concelho, a vila de Dornes é uma das localidades situadas nas margens do rio Zêzere que não deve deixar de visitar. Fica situada sobre uma pequena península contornada pelo rio. Dornes é antiga, anterior à formação da nacionalidade portuguesa, e esteve muito ligada aos templários. A Torre dos Templários em Dornes, por exemplo, é um exemplo da cultura templária. Foi construída em pedra de argila, 72 anos antes da era cristã, como parte da linha defensiva do Tejo.

Quem queira conhecer melhor o concelho, pode aproveitar para fazer percursos pedestres, observação da natureza, passeios de barco, geocaching e wakeboard.

Entre a sua gastronomia destacam os pratos do peixe de rio: recomendamos o ensopado de Peixe, delicioso!

E para dormir? uma casa rústica do início do século XIX, a Casa da Inveja ou a Casa de Lis, um lugar idílico nesta pitoresca aldeia.

Vilarinho de Negrões

Considerada uma das mais belas aldeias lusas, está rodeada pelas águas da Barragem do Rabagão, em Montalegre (Trás-os-Montes). Destaca-se pela sua perfeita simetria e há mesmo quem diga que é o Jardim do Edén português. Quando a barragem está cheia, a água parece entrar por algumas das casas.

Localizada sobre uma estreita e bela península, está ao lado da freguesia de Negrões, a sua alma gémea. No seu interior podemos encontrar algumas casas mais nobres, espigueiros, uma pequena capela, alminhas, tanques, fontes e o típico casario tradicional de granito.

A envolvência da aldeia caracteriza-se pelo azul do céu que se reflexa nas águas da albufeira e contrasta com o verde das pastagens, e o vermelho alaranjado da cobertura do casario.

Para dormir, opte pelas casas rurais próximas à aldeia, como a Casa Avelã Brava.

Barragem Alto Rabagão - Foto: Município de Montalegre

Cerdeira                                                                        

Cerdeira, inserida no coração da Serra da Lousã, é outra das aldeias de xisto de Portugal onde as suas casas têm sido recuperadas de forma homogénea nos últimos anos. É um local mágico, romântico, onde tudo parece perfeito e os visitantes ficam maravilhados com o cenário que encontram. Estreitas ruas em declive, numa aldeia rodeada por verde, um verdadeiro regalo para os nossos olhos.

Converteu-se também num local de criação artística onde se organizam retiros criativos, workshops de formação e experiências artísticas. Organizam um festival, “Elementos à Solta – Art meets Nature”, onde se reúnem criadores contemporâneos de diferentes áreas e transforma a aldeia numa galeria de arte ao ar livre.

Visite a Casa das Artes, a biblioteca, a galeria, o forno comunitário e o Café da Videira. E Cerdeira oferece a oportunidade de ficar alojado em casas de xisto cuidadosamente recuperadas que aliam a tradição ao conforto moderno. Uma construção ecológica num ambiente natural paradisíaco com vistas maravilhosas para a serra da Lousã. A Casa da Árvore e a Casa do Vale contam com as vistas mais espectaculares.

Rio de Onor

Só uma corda separa o Rio de Onor (Portugal) de Riohonor de Castilla (Espanha). Vizinhos e amigos convertidos numa das primeiras aldeias comunitárias. Das tradições antepassadas encontramos o rionorês, dialeto que nasceu da mistura do castelhano e do português e que, ainda hoje, é falado na aldeia.

Rio de Onor é uma das aldeias mais bem preservadas do Parque Natural de Montesinho, com casas típicas serranas em xisto com varandas alpendradas, muito bem recuperadas. Uma povoação pequena e tranquila onde se pode visitar a Ponte Romana, a Igreja Matriz, o forno, a forja e os moinhos comunitários.

Pode pernoitar no parque de campismo rural com cenários naturais ideais para praticar desportos de montanha e para fazer caminhadas.

Rio Onor - Foto: Município de Bragança

Trebilhadouro

Quem entra nesta terra regressa ao espírito típico de uma aldeia beirã escondida no meio da serra, a uma altitude aproximada de 625 metros e abrigada dos ventos que sopram do norte. Trebilhadouro, no Vale de Cambra, tem a particularidade de ter estado durante dois décadas desabitada. Foi através de fundos comunitários que foram recuperadas para turismo rural.

Trebilhadouro mantém a tradicional casa rural portuguesa em pedra granítica, material que se estende aos caminhos. Foi um espaço que durante séculos se dedicou à agricultura, paisagem ainda marcante nesta terra. Pinheiros e eucaliptos dominam a vegetação envolvente e a encosta é também marcada pelos socalcos. Fica no topo de uma subida abrupta, rodeada de natureza por todos os lados, donde se vislumbram o mar e a ria de Aveiro.

Entre as casas recuperadas encontramos as Casas dos Avós e Traços D´Outroura.

Casal de São Simão                        

Consegue imaginar uma aldeia com uma só rua? Pois existe. Falamos de Casal de São Simão, no distrito de Leiria. Nessa rua situam-se as habitações, que preservam a arquitectura original. Situado no cume da aldeia está em funcionamento, desde Novembro de 2009, o Restaurante “Varanda do Casal”. Além de encontrar uma boa mostra da gastronomia regional é possível desfrutar de uma magnífica vista sobre a aldeia que transmite uma fantástica sensação de tranquilidade. Também existe a Loja de Aldeia, um espaço de venda de produtos regionais e locais de qualidade (queijo, o vinho, as ervas aromáticas, as infusões, a doçaria regional) e merchandising das Aldeias do Xisto.

Desde Casa de São Simão parte uma pequena rota circular que passa pela praia fluvial, por entre levadas e moinhos que ladeiam a Ribeira de Alge e a Ribeira do Fato, entre outras localidades.

A aldeia ficou quase desabitada. Os seus habitantes partiram em busca de uma vida melhor e aos poucos ficou deserta. Com o passar do tempo, as casas começaram a degradar-se e aquela que tinha sido uma aldeã cheia de vida entrou em agonia. Um dia, Aníbal Quinta visitou a povoação “quase” deserta onde das 21 casas só 4 continuavam habitadas e as restantes estavam em ruínas. Enfeitiçado pelo seu encanto comprou logo uma casa e convenceu alguns dos seus amigos a fazer o mesmo. Com o esforço de todos, Casal de São Simão foi reconstruída ao seu antigo encanto.

Deixe-se contagiar pela magia local, fique na Casa Amarela ou na Casa A Lura.

Lindoso

De todas as propostas referidas, Lindoso é provavelmente a mais conhecida e visitada. O castelo e o conjunto de espigueiros estão inseridos no Parque Nacional da Peneda-Gerês, do qual se vislumbra uma grandiosa paisagem sobre a albufeira do Lindoso.

Lindoso - Foto: Pedro Cerqueira – Município de Ponte da Barca

O seu património edificado inclui o pelourinho, espigueiros e terreiros comunitários, o cruzeiro do Castelo, a ponte medieval e os moinhos de água de Parada, calçadas medievais, o castro de Cidadelhe e as igrejas paroquiais de São Mamede, Santa Maria Madalena e Santo André. Tem muito para ver e conhecer.

A gastronomia é rica e variada, como papas de sarrabulho, rojões à moda do Minho, cozido à portuguesa, cabrito assado, posta barrosã, fumeiro (enchidos e presunto), lampreia, truta, vinho verde e mel. Apetecível?

A oferta de alojamento é grande. Fique na Casa do Amparo (http://www.aldeiasdeportugal.pt/PT/casa.php?casaid=14) ou na Casa do Pomar.

Sortelha

Há momentos da vida que queremos ficar isolados do mundo. Concorda? Pois a Sortelha é o local perfeito para fazê-lo. Dentro das muralhas moram menos de 10 pessoas. Esta aldeia é toda feita em granito e ainda mantém praticamente intocado o seu traçado medieval, o castelo e as muralhas.

Está situada no alto de um monte elevado, a mais de 760 metros de altitude, numa região muito acidentada. Hoje é uma das mais bem conservadas e bonitas Aldeias Históricas da Beira Interior.

Para a sua estadia, recomendamos as Casas do Campanário são duas casas de aldeia onde se encontram presente e passado e são um belo exemplo da arquitectura tradicional da Beira Interior.

Sortelha - Foto: iStock

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