Arraiolos, a escapadinha perfeita

Alentejo

Sozinho ou em família, a pouco mais de uma hora de Lisboa e a três do Porto, entre no seu Ford e marque encontro com uma das mais típicas vilas alentejanas. Mude o chip para o modo relax e conheça os encantos deste lugar que tem muito mais para oferecer do que a sua célebre tapeçaria. Aventure-se, faça as malas e prepare também o estômago para um encontro imediato com a gastronomia local, certamente, uma das melhores do país.

Em redor desta bonita vila, tipicamente alentejana, saltam à vista os vales e planícies de perder vista. Cenários bucólicos de uma autenticidade inigualável transportam-nos para estados de espírito contemplativos e de total relaxamento. As árvores, predominantemente oliveiras, recortam o horizonte e oferecem sombra ao gado que por ali se faz pastar, ao mesmo tempo que contribui para uma sinfonia suave de badalos de lata, que se conjugam com o cantar dos pássaros. Nada mais se ouve e o silêncio é também um dos luxos, cada vez mais raros, que aqui vai poder encontrar.

A bela vila, pintada de azul e branco

Foto: Rafael Silva

Foto: Rafael Silva

No centro da vila não lhe passarão despercebidas as típicas casas brancas com janelas e portas de contorno azul-marinho, entre as quais encontra excelentes restaurantes, esplanadas, casas de artesanato e comércio tradicional, com a particularidade de que, também aqui, vai sentir uma certa calma e pacatez que caracterizam a movida local. Sem pressas ou agitação, tudo acontece à velocidade tipicamente alentejana e que o obriga também a si a entrar neste ritmo quase zen, imposto por gentes sorridentes, atenciosas, prestáveis e de uma amabilidade que o fazem sentir especial. Afinal, o turismo tem um peso importante na economia local, o que é notório para quem está de visita.

Foto: Rafael Silva

Foto: Rafael Silva

Uma vez na vila, não deixe de visitar o Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, um espaço museológico onde vai poder conhecer a história deste produto artesanal, cuja primeira referência documental data de 1598. Neste museu é possível ver desde os exemplares mais antigos que sobreviveram até aos dias de hoje, e que datam do século XVII, bem como peças actuais, cujas decorações vão do orientalismo, trazido na época dos descobrimentos a diferentes expressões artísticas, mais populares, que acompanharam os tempos até hoje, explicando assim a sua evolução histórica e artística. Veja como era feita a preparação das lãs, a sua tintura com corantes naturais extraídos da natureza, os teares de madeira e diversos materiais e objectos que fazem parte da história do tapete de Arraiolos, que se mantém viva pelo legado deixado de geração em geração.

Foto: Rafael Silva

Foto: Rafael Silva

Várias atividades, um único objetivo: desfrutar ao máximo

Da paisagem de Arraiolos salta à vista o castelo, lá no alto, curioso pela sua muralha circular e de onde se tem uma vista panorâmica sobre a vila e os vales. Mandado edificar por D. Dinis, no século XIV, mas que por se encontrar em local isolado e muito ventoso terá sido gradualmente abandonado, tem hoje, no seu interior, apenas algumas ruínas do que foi o Paço dos Alcaides, onde viveu D. Nuno Álvares Pereira, entre 1415 e 1423 e a Igreja do Senhor Jesus dos Paços, renovada no século XIX, e que ainda ostenta uma abóbada quinhentista e colunas com motivos manuelinos.

Foto: Rafael Silva

Foto: Rafael Silva

Visite ainda o Convento dos Lóios, que também é uma excelente sugestão para pernoitar, já que foi convertido em unidade hoteleira em 1996. Fundado em 1527 pela Ordem de Santo Elói e dedicado a Nossa Senhora da Assunção, o conjunto ergue-se isolado num magnífico vale, perto do limite da vila e teve como patrocinadores D. João III, os Infantes D. Henrique e D. Luís e os Duques de Bragança, D. Jaime e D. Teodósio. Combinando vários estilos (manuelino-mudejar e barroco) destaque para o pórtico da igreja, a fachada sul do convento, os painéis de azulejos seiscentistas e os claustros.

Foto: Rafael Silva

Foto: Rafael Silva

Não deixe de apreciar a paisagem e de sentir a tranquilidade que ali se vive. Pode ainda dar uma volta a cavalo ou, se estiver em modo de descanso, aproveite a piscina interior, a sauna ou requisite uma massagem, para relaxar um pouco. É o local ideal para carregar baterias.
Seja ou não apreciador de vinhos, vale sempre a pena incluir nesta escapadinha a Arraiolos uma visita ao Monte da Ravasqueira e aos seus extensos vinhedos, que são a origem de alguns dos melhores vinhos alentejanos. Há programas que vão dos 8 aos 35 euros por pessoa e que incluem visita às vinhas, caves e adega, linha de engarrafamento, prova de vinhos, almoços e piqueniques no campo e visita ao Museu Particular de Atrelagens, com dezenas de exemplares de arreios e carros de atrelagem lindíssimos.

Foto: Rafael Silva

Foto: Rafael Silva

A gastronomia imperdível

Por fim, mas não menos importante, deixe-se encantar pelos sabores alentejanos. Entre dezenas de pratos de migas alentejanas, que além da base de pão alho, azeite e coentros podem ser apresentadas com tomate, espargos, bacalhau, enchidos, e outras tantas sugestões de fazer crescer água na boca, às açordas variadas, sopa de cação, pratos de bacalhau, carnes de porco preto e de caça, o difícil é escolher. E reserve apetite para as sobremesas, não vai querer perder as migas de ganhão, uma das melhores sobremesas de doçaria conventual, que por aqui predomina, à base de doce de ovos com nozes ou amêndoa. Destaque ainda para a sericaia, de textura fofa e sabor a canela, servida com uma ameixa em calda e que é, talvez, a mais representativa sobremesa alentejana. Empadas e pastéis de toucinho fazem também parte da gastronomia local. Haja apetite para provar de tudo um pouco.

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