SUV

Selecionámos os 5 lugares ideais para a prática do SUV-mergulho: a mescla perfeita que resulta da combinação da nossa paixão pelo mar com os SUV da Ford. O novo Kuga ou o surpreendente EcoSport 4×4 irão ajudar-nos a levar todo o equipamento até diferentes pontos da Península Ibérica em busca de destroços e barcos naufragados.

Todo o prazer do mergulho com os veículos mais adequados como acompanhantes: os SUV da Ford. Com base nesta premissa, preparámos uma lista completa de locais para visitar no fundo do mar, em busca de barcos e destroços submersos. O motivo é simples: o mergulho e estas gamas complementam-se na perfeição. Os modelos EdgeKuga ou EcoSport são veículos ideais para uma escapadinha em qualquer um dos magníficos lugares que a Península Ibérica nos oferece para a prática de atividades subaquáticas. Quer seja perito ou principiante, anote bem os nossos destinos.

Comecemos pelo início: para fazer mergulho são necessárias algumas coisas básicas. É verdade que nas primeiras vezes em que pratica provavelmente optará por alugar o equipamento, mas à medida que o interesse vai crescendo, acabará por investir nos seus próprios e volumosos materiais. Importa indicar também aos novatos que é imprescindível, claro está, ter em conta as licenças de mergulho: cada zona requer determinadas licenças e é necessário cumprir as normas. Não obstante, na maior parte dos locais aptos para o mergulho, são várias as academias ou escolas que dão cursos, pelo que nos pusemos a caminho rumo aos 5 melhores pontos de Espanha e Portugal para fazer mergulho entre barcos submersos.

Portimão, parque temático debaixo de água

Pensar em Algarve pode soar a praias douradas, magníficas falésias e tranquilidade. Mas esta parte da costa portuguesa também é sinónimo de mergulho durante praticamente todo o ano. Aqui há sol, correntes pouco fortes, temperatura da água entre os 16 e os 24 graus e muita vida subaquática para observar, para além de níveis de profundidade para todos os gostos: desde os 10 metros, para os menos experientes, até aos 60 metros, para praticantes de nível avançado.

Playa del Algarve en las cercanías de Portimao ©Poike, iStock

©Poike, iStock

Aqui o destaque vai para os navios do século XVIII e das duas Guerras Mundiais que se podem observar, rodeados de exuberantes recifes e paredes naturais. Para além disso, dada a adequação da zona e respetivo clima para a prática de mergulho, em 2012 abriu o Parque Subaquático Ocean Revival, uma espécie de parque temático de mergulho para o qual se promoveu o afundamento controlado de quatro barcos da Armada Portuguesa. Seja a fazer mergulho pelo património subaquático histórico seja pela via desta nova iniciativa, estaremos em contacto com besugos, salmonetes, polvos, cavalos-marinhos, moreias, chocos, douradas ou robalos, em fundos de mar repletos de anémonas, lesmas do mar, esponjas ou corais.

 L’Estartit, paraíso subaquático

Prosseguimos a nossa rota, pela costa, no nosso SUV até ficarmos a menos de 100 quilómetros de França, em L’Estartit, Girona. Esta zona da Costa Brava é conhecida pelas boas condições que reúne para o mergulho, pela abundância de fauna e flora, e pela ampla oferta para o turismo subaquático disponibilizada pelas múltiplas empresas dedicadas à atividade. Nas Ilhas Medas, a menos de uma milha da costa, há ainda uma série de destroços de interesse para os aficionados. O Reggio Messina era um ferry que transportava comboios em Itália. Está a uns 30 metros de profundidade, tem mais de 100 metros de comprimento e, na realidade, não se afundou no local: em vez disso, descansou semiafundado no porto de Barcelona, até que na década de 90 foi transferido para l’Estartit, onde se afundou até aos nossos dias. Impressionam a envergadura das suas divisões, a aura de mistério proporcionada pelas suas estruturas, e as lagostas, besugos, carapaus e sargos com que se depara o mergulhador que se aproximar.

Vista aérea de las Islas Medas ©Eloi_Omella, iStock

©Eloi_Omella, iStock

No mesmo local, também se encontra o Avvenire, um cargueiro que transportava mármore nos anos 70 e que chocou contra a costa de Montgrí. Os seus imponentes 50 metros de comprimento de fora a fora encontram-se em perfeito estado de conservação. Um verdadeiro espetáculo a apenas 2 milhas da costa. Túneis, grutas e paredes complementam as possibilidades de mergulho deste lugar, no qual também não se pode perder a oportunidade de fazer snorkeling, se possível.

Cabo de Palos: os barcos naufragados mais míticos da península

Se há sítio ao qual devemos rumar em primeiro lugar com o nosso Ford SUV, esse sítio é o Cabo de Palos, um dos mais importantes cemitérios de barcos do Mar Mediterrâneo, a uma profundidade de 30 a 70 metros. Lá, teremos a sensação de estar a mergulhar literalmente pela história, mais concretamente pela história do século XX. Este ponto, situado na região de Múrcia, conta com dezenas de barcos nos seus fundos marinhos, naufragados durante as duas Grandes Guerras aparentemente por causa dos submarinos alemães espalhados pela zona. Tratava-se de um lugar estrategicamente situado, uma passagem para barcos aliados encarregados de manter os soldados munidos de armas e alimentos. Para impedir este tráfego, a Alemanha enviou barcos e submarinos com o objetivo de bloquear o trajeto ou afundar os barcos diretamente. Alguns outros, dedicados às rotas com passageiros de Itália para as Américas, naufragavam simplesmente por acidente ao colidirem o fundo do mar. E há mesmo barcos afundados de forma controlada com o intuito de criar recifes.

Faro del Cabo de Palos ©GavinD, iStock

©GavinD, iStock

Naranjito (também conhecido pelos anteriores nomes: Nadir, Magurio, ou Isla Gomera) é o nome do famoso navio que naufragou carregado de laranjas. Ao que tudo indica, o acidente foi provocado por um movimento de mar inesperado que fez com que a carga se movesse no interior dos seus porões, originando uma colisão que deu a volta ao barco, o qual acabou por naufragar imediatamente a seguir. Para vê-lo e alcançar o seu topo, é necessário descer 26 metros e deslocar-se pelos mais de 50 metros de comprimento que oferece, repletos de diversão, beleza e muita fauna: sargos, moreias, congros, garoupas e algumas lagostas. Outros nomes que o farão salivar são Stanfield, Thordisa (escamudo)… e muitos outros.

Cabo Espichel, ideal para mergulhadores de nível avançado

Se tivermos de escolher algum ponto entre os mais de 1200 quilómetros de costa atlântica de Portugal peninsular, a zona de Sesimbra é uma das eleitas. Este ponto do Alentejo, a escassos 50 quilómetros de Lisboa por estrada, atrai os amantes das descobertas subaquáticas devido ao cargueiro nigeriano de 170 metros de comprimento ali naufragado. O cargueiro do Rio Gurara naufragou a uma milha do Cabo Espichel em 1989. O incidente deveu-se a causas meteorológicas e sabe-se que nele pereceram quase 50 marinheiros. O barco rachou em duas secções durante o naufrágio e foi possível ver os contentores de carga ao longo da costa.

Vista del Cabo Espichel en Sesimbra ©JGaunion, iStock

©JGaunion, iStock

Trata-se de uma longa área para mergulho recomendada somente para os mergulhadores com mais experiência em naufrágios. Na verdade, é conveniente confirmar a licença requerida caso planeie fazer mergulho na zona. Saber mais.

Villajoyosa: passaporte subaquático para o século I d.C.

Deslocamo-nos uns 200 quilómetros a norte pela costa até chegarmos a Villajoyosa, em Alicante. Um percurso ao volante do nosso Ford SUV, que se transforma numa autêntica viagem no tempo e nos remonta a um belo punhado de séculos atrás. Nesta zona estão os destroços do navio romano de Bou Ferrer, que data do século I d.C., e que foi encontrado por acaso pelos mergulhadores desportivos José Bou e Antoine Ferrer que, ao espreitar a zona enquanto desfrutavam do prazer de encontrar barcos abandonados, viram o que aparentava ser um pote de barro. Na realidade, tratava-se de uma ânfora romana perfeitamente conservada. E não era apenas uma, mas centenas, tendo mais tarde sido contabilizadas milhares. Cada uma das quais continha 40 quilos de molho de peixe, preparado especificamente com carapau, biqueirão e cavala. Estavam no maior barco romano encontrado no Mediterrâneo: uma nave com 30 metros de comprimento que faz as delícias de qualquer amante de mergulho.

Torreón en la costa de Villajoyosa ©OlafSpeier, iStock

©OlafSpeier, iStock

Trata-se do primeiro navio naufragado declarado Bem de Interesse Cultural na Comunidade Valenciana e um dos primeiros a ser incluídos pela UNESCO no seu Registo Mundial de Boas Práticas em património subaquático. Pelo seu ótimo estado de conservação, sabe-se que foi construído na zona de Nápoles, e que se afundou ao fazer o trajeto de Cádis para Narbona ou Roma. Para além das ânforas, foi encontrada uma dúzia de lingotes de chumbo provenientes da Serra Morena e marcados com o selo do Emperador Germânico Augusto. Conforme reconstrução dos arqueólogos, o barco tinha seguramente destino ao abastecimento das obras do palácio imperial do imperador Nero. Saber mais.

Em torno de viagens tão evocadoras como estas, ou em busca de inspiração, podemos sempre mergulhar na história do enigmático HMS Sussex, o maior tesouro alguma vez imaginado, que se encontra em águas do Estreito de Gibraltar e no qual, segundo consta, nunca foi possível mergulhar. Já pode planear a próxima viagem, com a sua alma de mergulhador e, claro, ao volante do seu Ford SUV.

Faça aqui o download do seu catálogo