Escapada

O nosso país está repleto de tesouros, paisagens incríveis e secretas que, assim que as descobrimos, ficam para sempre na nossa memória. Felizmente, muitos destes tesouros estão mesmo aqui ao lado e basta pegarmos no nosso Ford para conduzirmos até uma autêntica joia: os Passadiços do Paiva.

Bem no coração do distrito de Aveiro, situa-se o Geoparque de Arouca, uma paisagem natural reconhecida pela UNESCO que lhe oferece uma das experiências mais intensas que pode desfrutar em Portugal. Parta à descoberta de um santuário de natureza virgem ao longo dos Passadiços do Paiva, uma plataforma de madeira elevada sobre o solo que percorre as margens do rio Paiva durante 8700 metros e que proporciona um passeio único por uma zona habitada por espécies em perigo de extinção e caracterizada por uma luxuriante vegetação e, sobretudo, as espetaculares paisagens de um rio hipnotizante.

O caminho faz-se caminhando…

A rota dos Passadiços do Paiva estende-se entre as praias fluviais de Areinho e Espiunca e, com uma condição física normal, faz-se sem nenhum problema. Deve contar aproximadamente com duas horas e meia para completar a rota. O caminho é linear, ainda que tenha desníveis acentuados; além dos passadiços, irá deparar-se com três troços de terra batida e várias escadas. Pode começar a rota em qualquer um dos extremos, mas, se tiver menos preparação física e resistência, recomendamos que faça no sentido Areinho-Espiunca, em direção ao rio. Se quiser fazer a rota nos dois sentidos (pouco mais de 17 km), o melhor é começar em Espiunca e contar com cinco horas de passeio. Seja qual for o caminho que escolher, terá à sua espera uma paisagem natural espetacular e virgem, que é uma ode à biodiversidade e que nos dará a conhecer como era o ambiente nesta zona antes de nós próprios o colocarmos em perigo. Os passadiços atravessam cinco geossítios e, com um pouco de sorte, talvez consiga observar alguns dos habitantes mais preciosos: lobos ibéricos, javalis, gatos monteses. Além disso, para que não lhe falte nada, ao longo do caminho há zonas de descanso e casas de banho.

O Geoparque de Arouca

Apesar de serem uma atração turística de primeira categoria, os Passadiços do Paiva não são o único ponto de interesse do Geoparque de Arouca, que está integrado na Rede Europeia de Geoparques da UNESCO. Rodeado pelas serras de Freita, Aranda e Montemuro, o geoparque abrange uma área superior a 300 km2 e é um autêntico museu geológico onde vai encontrar 41 geossítios: cinco dos quais, como já referimos, cruzam os passadiços do Paiva. Abra caminho com o seu Ford pelas estradas do geoparque, atravessando vales e subindo montanhas. Depare-se com sítios inusitados como as aldeias de Avarenga, Noninha, Meitriz ou Janarde… lugares que parecem ter ficado parados no tempo, onde a vida passa devagar e onde o campo e a lavoura agrícola continuam a marcar o agradável e vagaroso ritmo diário. Contemple as casas tradicionais com telhados de xisto e lousa, bem como os palheiros e os moinhos, que são autênticos exemplos do antigamente e que são uma garantia de montes de “gostos” quando publicar as fotografias do passeio no Instagram.

Cultura e património

Além disso, nestas paragens não faltam boas histórias, como a que narra a febre do ouro negro durante a Segunda Guerra Mundial, quando os habitantes das aldeias da zona lavravam manualmente estas terras em busca de volfrâmio para vender aos países em guerra. Hoje em dia, a Rota do Ouro Negro, que percorre as antigas minas, e a Rota do Enquisto, cujo destaque é a cascada das Aguieiras, formam um circuito de 16 quilómetros que permitem que os visitantes descubram outra faceta do parque.

Obviamente, entre tantas maravilhas naturais, também há espaço para o património monumental. É o caso do Museu de Arte Sacra do Convento de Arouca, com obras de arte sacra portuguesa da época do Renascimento, a Ermida da Senhora de Mó, a cerca de oito quilómetros do centro de Arouca onde, além de tudo, tem à sua espera uma vista inigualável dos vales e da paisagem natural de Arouca.

De caiaque rio abaixo

Para terminar em grande o passeio por Arouca, nada melhor que estacionar o seu Ford, tirar o caiaque e fazer-se ao rio. O Paiva é o rio com maior caudal da região e, ainda que também possa navegar na sua praia fluvial, é mais divertido sulcar as águas bravas que são das menos poluídas na Europa e ideais para a prática de vários desportos, incluindo rafting, caiaque, canyoning… Qualquer que seja a atividade, a descida do rio Paiva é sinónimo de adrenalina.

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