Praia

São longos quilómetros de costa atlântica no continente, sem esquecer, é claro, as regiões autónomas. A isto juntemos rios e albufeiras e se há coisa que em Portugal não falta, são praias de todas as formas e feitios.

Difícil é escolher, mas foi isso que fizemos, nesta lista de dez praias paradisíacas a não perder. Algumas são ainda segredos bem guardados, outras surpresas fantásticas. Entre no seu Ford e venha daí connosco aproveitar o sol e dar umas braçadas.

Praia da Ursa

Praia da Ursa. Foto: iStock

Praia da Ursa. Foto: iStock

Passando o Guincho, seguindo pelo Parque Natural de Sintra na N247, no sentido do Cabo da Roca, encontra-se o desvio para a praia da Ursa, um autêntico paraíso, considerado inclusive pelo Guia Michelin uma das praias mais bonitas do mundo.

Tal como o Cabo da Roca é o ponto mais ocidental do continente europeu, a Praia da Ursa é a mais ocidental da Europa e é um local selvagem de rara beleza, fruto de milhões de anos de erosão provocada pela força do Oceano Atlântico.

Pode estacionar junto à placa que indica “URSA”, ou, para os mais afoitos e com tração às quatro rodas, mais à frente. A descida até à areia é longa e um pouco difícil, mas recompensada pela beleza natural deslumbrante e selvagem da Ursa.

São cerca de 50 metros de areal (menos, na maré alta) ladeados de escarpas pontiagudas entre falésias, cascatas e inúmeras rochas trazidas pelo mar. A praia deve o seu nome à pedra enorme em forma de ursa, lado a lado com outra formação rochosa de nome Gigante.

Durante a maré baixa, é possível explorar as enseadas da Palaia, a Sul, frequentadas por apanhadores de percebes e, a norte, o Pesqueiro do Abrigo. Atenção que esta praia escondida é muito procurada por nudistas. E coragem, na subida ao regressar. Vale o esforço.

Praia da Cacela Velha

É obrigatória uma passagem pelo Algarve, claro, onde encontramos algumas das mais populares e concorridas praias do país. Rumando ao sotavento, contudo, há ainda alguns areais que escapam às enchentes de turistas.

Para muitos, a Cacela Velha é a mais bela zona da ria Formosa, conservando o seu encanto e pacatez. Da bela localidade muralhada de Cacela-a-Velha, edificada sobre uma arriba fóssil com cerca de um milhão de anos, contempla-se a ria Formosa e a ilha-barreira onde se situa a praia marítima. Foi considerada uma das melhores do mundo pelos jornalistas da edição espanhola da revista «Condé Nast Traveler».

O acesso à praia chamada “da Fábrica” é pedonal, caminhando algumas centenas de metros para poente, a partir da praia da Manta Rota e atravessando a vau a barra que a separa da ilha. Durante os meses de verão, alguns pescadores ajudam e fazem travessias regulares da ria para a praia.

A praia em si localiza-se numa ilha-barreira de areia fina e branca, que constitui uma barreira física contra o avanço do mar e que protege as águas calmas e pouco profundas da Ria Formosa. As dunas são cobertas por diversas espécies de plantas, que permitem a sua fixação.

É possível vislumbrar a Baía de Monte Gordo, a igreja e a fortaleza de Cacela Velha, a Ilha de Tavira, a Ilha de Cabanas, as elevações da serra algarvia, bem como o Cerro de São Miguel.

Praia de Galapinhos

Praia dos Galapinhos. Foto iStock

Praia dos Galapinhos. Foto iStock

Ninguém disse que era fácil chegar ao paraíso. Os acessos são difíceis, qual deles o pior, mas paraíso que é paraíso recompensa-nos à chegada. Aqueles que, com mais ou menos suor venceram o desafio, não hesitaram na escolha e Galapinhos, no litoral da Arrábida, perto de Setúbal, foi eleita pelo site European Best Destinations como a melhor praia da Europa.

Um dos acessos, o mais direto, é um verdadeiro caminho de cabras: da estrada até ao areal são mais de uma centena de metros de descida de serra muito acentuada, por entre vegetação num género de escada de terra e toros de madeira.

Ao lado fica a irmã maior, a praia de Galapos, e na maré baixa é possível atravessar a pé de uma para a outra – este é o outro acesso a este pequeno paraíso. Provavelmente já não a tempo deste verão, mas até ao fim do ano, ambas vão ficar ligadas por um passadiço.

Protegida numa enseada que o mar, na foz do Rio Sado, escavou na Serra da Arrábida, Galapinhos é uma praia legalmente classificada como seminatural. Tem concessionário, com um pequeno bar de apoio – somente com sandes e bebidas – 40 palhotas, espreguiçadeiras, quatro gaivotas para passeios a pedal dentro de água, e três nadadores salvadores.

Ilhéu de Vila Franca

Em pleno paraíso açoriano, em frente à sua maior ilha (São Miguel), um pequeno ilhéu proporciona momentos únicos a quem tirar o dia para o visitar.

Situado em frente à povoação de Vila Franca do Campo, a cerca de 1 km da costa, este local é o resultado da cratera de um antigo vulcão submerso. Todo o arquipélago é aliás vulcânico, como atesta a areia negra basáltica das suas praias.

Classificado como Reserva Natural, o ilhéu tem as paredes da sua cratera revestidas por uma vegetação endémica, enquanto no seu interior existe uma piscina natural com uma forma quase perfeitamente circular, que comunica com o mar por uma estreita passagem.

Esta abertura é designada por Boquete e está voltada a Norte, isto é na direção da costa da ilha, o que impede a entrada da agitação marítima para o interior. As suas águas cristalinas e a pequena, mas encantadora praia, são excelentes para a prática de natação e mergulho.

O segredo já não está tão bem guardado, desde que aqui se realizou uma das etapas do Red Bull Cliff Diving – o campeonato mundial de mergulho em penhascos – mas a escolha deste local atesta a sua qualidade.

Praia da Samoqueira

Pelo Alentejo abaixo, ao longo da Costa Vicentina, são quilómetros e quilómetros de praias, todas encantadoras, cada uma à sua maneira. Na dificuldade da escolha, vamos até Porto Côvo, no concelho de Sines, onde fica a Praia da Samoqueira.

Do topo da falésia descobrimos, recortada no rochedo, a pequena Praia da Samoqueira, um pequeno paraíso de tranquilidade onde podemos relaxar, aproveitar o solo e o mar. O areal é grosso e a praia é rochosa, 1 Km a norte da pequena aldeia que leva o mesmo nome.

Não interessa se vai sozinho, a dois, ou mesmo em família, a praia, intimista, pouco frequentada, convida ao descanso sem a pressão das hordas veraneantes que invadem muitos dos nossos areais nos meses de verão.

A água é transparente, um pouco fria, verdade, mas ao fim do dia, contemplando o pôr-do-sol entre os penhascos, nada disto parece importar verdadeiramente.

Praia do Porto Santo

Praia do Porto Santo. Foto: iStock

Praia do Porto Santo. Foto: iStock

Se a Ilha da Madeira é a Pérola do Atlântico, a do Porto Santo, ao seu lado, faz jus ao cognome de Ilha Dourada, com a sua praia de 9 quilómetros, com um extenso e contínuo areal de areias finas e… douradas.

A água é cristalina e morna, de um azul-turquesa irreproduzível. Quando se mergulha, o difícil é voltar a terra. Secando ao sol, é fácil perceber porque foi esta praia eleita a melhor “praia de dunas” no âmbito do concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”.

As areias da praia do Porto Santo são constituídas por microfósseis e pequenos fragmentos de algas calcárias, conchas de moluscos e outros restos fossilizados de organismos marinhos, registos de um passado com cerca de 30 mil anos de história, de imensa produtividade biológica e que chegou até aos nossos dias, apresentando qualidades e atributos terapêuticos e medicinais.

Se quer realmente descobrir todos os encantos do arquipélago, não deixe de relaxar, nesta praia maravilhosa.

Praia Fluvial da Ponte de Soeira

Damos agora um salto ao canto mais nordeste do país, em pleno Trás-os-Montes. A Estrada Nacional 103, que liga Vinhais a Bragança, depois de passar pela aldeia de Vila Verde, começa a descer para o vale do rio Tuela, até surgir uma ponte de cantaria de arco redondo da era do fontismo.

Poucos metros antes da ponte, estacione e aproveite para descer à praia fluvial para se refrescar. O rio Tuela tratou de fazer aqui uma pequena albufeira natural que é a delícia de muitos veraneantes, locais, familiares de visita, emigrantes e turistas.

A praia fica abrigada do vento e com boa exposição solar, propiciando águas tépidas e temperaturas bastante agradáveis para aqueles que gostam de ficar ao sol.

O bar de apoio é muito útil para quem queira fazer uma refeição rápida, tomar uma bebida fresca ou um gelado.

Praia do Vale Furado

A praia de Vale Furado está situada alguns quilómetros a norte da famosa praia da Nazaré. Perdida entre falésias corroídas pela erosão dos ventos, é um local tranquilo para relaxar e apreciar os encantos da natureza.

Tem uma fina língua de areal com cerca de 1,5 Km. Em algumas áreas da zona central, fica submersa pelos avanços do mar e, de um modo geral, a porção de areal disponível altera-se bastante consoante o período das marés.

A arriba contém diversas nascentes de água doce ao longo do seu comprimento, e foi precisamente esta característica natural que, crê-se, deu o nome à praia.

Se vier pela estrada florestal paralela à costa, terá ainda de percorrer cerca de 1Km até à praia. No entanto, junto ao parque de campismo de Paredes da Vitória, poderá seguir por uma estrada, igualmente paralela ao mar, mas mais interior e não asfaltada.

Aqui existe um bar e partem os dois acessos para a praia; o da esquerda mais íngreme, sinuoso e acompanhado por uma ribeira que termina com uma pequena cascata; pela direita o acesso é mais fácil.

Praia Fluvial do Taboão

Praia Fluvial do Taboão. (por: Hugo Lima, para Município de Paredes de Coura)

Praia Fluvial do Taboão. (por: Hugo Lima, para Município de Paredes de Coura)

Todos os anos, por volta da mesma altura, em pleno Verão, Paredes de Coura enche-se de uma animação inusitada e se, durante a noite, a festa está centrada na música que sobe do palco ao fundo do vale verdejante, durante o dia, é nas margens do Rio Coura que os festivaleiros se concentram.

Não é apenas, contudo, nessa semana, que vale a pena visitar esta praia fluvial, lugar idílico onde se pode desfrutar da paisagem que se estende dos campos agrícolas nas margens até à beira-rio, apreciando o bucolismo, a beleza, a poesia simples e calma.

Rodeados de um magnífico ambiente, os que visitam esta praia podem ali passear, ao longo de um enorme manto verde, apreciando o canto dos pássaros e o suave correr das águas do Rio Coura, uma excelente alternativa às areias do mar.

A praia dispõe de balneários públicos e disponibiliza ainda um campo de jogos e “O Retiro do Taboão”, o café-restaurante que completa o leque de ofertas.

Praia de Paçô

A Praia de Paçô situa-se na freguesia de Carreço, concelho de Viana do Castelo. Está localizada a 10 Km da sede de Concelho e a 7 km de Vila Praia de Âncora, numa pequena baía a 1 km a noroeste do Farol de Montedor.

É uma praia muito tranquila, abrigada dos ventos do norte, dominada por um areal e várias pequenas praias, por afloramentos graníticos e pelo Forte de Paçô, construído no século XVIII pelo Conde de Lippe. Sobre a duna primária a norte do Forte, encontramos um conjunto de edifícios de granito, “casas do mar tradicionais” ou “aprestos de pesca”, antigos abrigos de barcos e de utensílios para a apanha do sargaço.

A praia situa-se a 500 m na Estrada Nacional 13, e o seu acesso é feito através de uma estrada em calçada à Portuguesa. Possui parque de estacionamento para 350 veículos. Tem cerca de 350 m de comprimento por 70 de largura de areia fina e média com forte componente de quartzo. Possui dois apoios de praia e dois nadadores-salvadores durante a época balnear. É uma praia com boas condições para a prática de pesca desportiva e caça submarina.

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