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Para encontrar uma pechincha ou um petisco, para descobrir uma região, para apreciar o entretenimento ou só para passear, Portugal está cheio de feiras e feirinhas que vale a pena visitar. São muitas mais do que as que listamos mas estas, garantimos, em pleno verão, valem a pena.

Feira da Ladra (Lisboa)

A Feira da Ladra é talvez a mais popular do país, ainda mais agora, com o afluxo de turistas à capital. Começa de manhã cedo e termina à tardinha, todas as terças e sábados, no amplo espaço do Campo de Santa Clara, onde centenas de vendedores e compradores negoceiam. Aqui tudo se encontra: utilidades, roupas, livros, objetos de coleção, antiguidades e muitos outros artigos novos e usados.

Este mercado popular data do século XIII e já conheceu várias localizações, desde o Castelo ao Rossio, passando pelo Campo de Santana até chegar à atual, onde está estabelecido desde 1903. Embora não exista acordo sobre a origem do seu nome, a tese mais reconhecida é que o termo “Ladra” se deve ao facto de aí se venderem objetos roubados.

Máquinas fotográficas antigas, móveis usados, fatos e gravatas, relógios de bolso, discos de vinil (se quiser continuar a “caça do vinil” desça até Santa Apolónia e visite a FLUR), de tudo um pouco se encontra aqui: por exemplo, uma pega de porta de frigorífico ou uma peruca usada… Seja como for, bem regateado, consegue descobrir utilidades e souvenirs originais.

O Campo de Santa Clara é além do mais um bom lugar para passear, visitar o Panteão Nacional ou a Igreja de São Vicente, ler um livro (no Jardim Botto Machado), tomar um café (há muitos sítios, quase todos com esplanada, destacando-se o quiosque Clara Clara) ou simplesmente ver as pessoas passar.

 Feira da Vandoma (Porto)

É ritual de muitos portuenses passear entre as “montras” da feira mais famosa da cidade, a Feira da Vandoma, que se realiza semanalmente, aos sábados, entre as 08h e as 13h. Uma resposta à altura à Feira da Ladra.

Criada nos anos 70 por jovens estudantes que vendiam livros e roupas usadas, a Feira da Vandoma rapidamente se transformou num ícone da cidade. E há de tudo a preços muito interessantes: da louça às roupas, passando pelo mobiliário, pelos livros, pelos discos, pelos aparelhos eletrónicos e, claro, pelo artesanato.

A Feira deve o seu nome a ter começado por ser organizada nas imediações da Calçada da Vandoma, junto à Sé do Porto. Entretanto já mudou várias vezes de casa. Passou para o largo em frente à Cadeia da Relação, junto ao jardim da Cordoaria, e pouco depois fixou-se nas Fontainhas.

No início de 2016 mudou-se para a Avenida 25 de Abril, em Campanhã, uma mudança que não agradou a muita gente. O principal objetivo da mudança de espaço foi aumentar de 212 lugares disponíveis anteriormente para 308 permanentes e 189 eventuais. Mais feira ainda, portanto. É aproveitar!

Feira de São Pedro de Penaferrim (Sintra)

Motivos de sobra não faltam para visitar Sintra, a vila, os palácios, o castelo e, está claro, a serra, inspiração romântica de poetas, reis e viajantes. No sopé da montanha, em São Pedro, encontramos a Feira que leva o nome da localidade.

Com origem secular que remonta aos tempos da ocupação cristã, atualmente considerada uma das mais características feiras do género, destaca-se pela qualidade e variedade dos produtos em exposição e venda.

Pode encontrar neste mercado, os barros saloios da região, latoaria, velharias e antiguidades, e ainda os produtos hortícolas que o clima e o terreno da zona favorecem, pão e bolos saloios, enchidos e queijos, roupas e é claro, para um momento de descanso e gula, os tradicionais “comes e bebes”.

A feira realiza-se aos 2º e 4º domingos do mês, basta estar atento ao calendário.

Feira de Sant’iago (Setúbal)

Com mais de quatro séculos de história, a emblemática Feira de Sant’Iago em Setúbal tem vindo a consolidar, através da qualidade e inovação, um lugar de destaque no âmbito das mais importantes feiras do sul do país.

Todos os anos, entre a última semana de Julho e a primeira de Agosto, a Câmara Municipal de Setúbal promove o evento e oferece aos visitantes um conjunto de propostas diversificado: bons negócios, produtos tradicionais, iguarias, mas também entretenimento e concertos com grandes nomes.

Todos os anos, mais de 400 mil pessoas passam pelo recinto nas Manteigadas e este ano não será exceção, entre 21 de Julho e 5 de Agosto, com muito artesanato, exposições, gastronomia e música: destaque para Matias Damásio, Fernando Daniel e Ricardo Ribeiro.

O significativo trabalho de diversificação de áreas de negócio bem como de enriquecimento das animações paralelas no recinto, com especial enfoque para uma feira medieval e diversas iniciativas na área das atividades económicas tradicionais, vão sem dúvida continuar a surpreender o público.

Feira de São Mateus (Viseu)

A antiga Feira Franca de Viseu, atualmente conhecida como Feira de S. Mateus, foi criada pela Carta de Feira concedida pelo rei D. João I em 10 de janeiro de 1392. A nova feira franca anual tinha início no dia de Santa Cruz (3 de maio) e durava um mês.

Em data desconhecida, mas ainda no reinado de D. João I, a feira passou a realizar-se no dia de S. Jorge (23 de abril) e foi transferida para Vila Nova (na área da Cava de Viriato) onde existia uma capela dedicada ao santo. Tanto a mudança de data e de local, como os privilégios anteriormente concedidos foram confirmados por D. Duarte em 1436.

Com tantos séculos de história, feirar está no sangue das famílias e amigos que todos os anos se reencontram em Viseu, na guardiã das feiras populares do país. Em 2018, contamos 626 anos a feirar e promete-se uma edição à altura desta idade tão marcante, em 18 000 m2 de espaço.

Feirar é em Viseu! Em 2016 ultrapassou-se, pela primeira vez, a barreira de 1 milhão de visitantes. Em 2017, esse marco foi superado. Para 2018, a feira histórica de Viseu está a preparar uma programação capaz de atrair ainda mais pessoas. O ponto de encontro é de 9 de agosto a 16 de setembro!

Feira Gastronómica do Atlântico (Terceira)

Integrada nas festas concelhias da Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, a Feira de Gastronomia do Atlântico apresenta-se como um dos seus principais espaços, evento de nível internacional, que reúne representações de diversas regiões de turismo açorianas e continentais e ainda da Europa.

Para além da oferta gastronómica, a feira prima pela animação, onde a música popular tem também lugar privilegiado.

A Feira de Gastronomia do Atlântico comemora o seu décimo aniversário de 31 de Julho a 9 de Agosto, na Praia da Vitória, e contará com a presença de dez restaurantes de referência do Minho ao Alentejo, passando pelos Açores, além de um da Catalunha. A representação dos Açores está a cargo do restaurante tradicional O Galanta.

Durante o certame, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho vai efetuar provas e vendas de vinhos nacionais, estando ainda disponíveis espaços de venda de Moscatel e Vinho do Porto, bem como de café e tabaco regional.

Feira do Cavalo de Ponte de Lima

Em 2018 e perante o grande sucesso registado nas edições anteriores, realizar-se-á entre 28 de Junho e 1 de Julho a XII Feira do Cavalo de Ponte de Lima, uma bem-vinda variação estival em relação à tradicional Feira da Golegã, mais a sul.

Premiada pelo Turismo de Portugal, esta iniciativa transforma Ponte de Lima num local de grande dinâmica desportiva, cultural e turística, tendo conquistado um lugar cimeiro ao nível dos grandes eventos equestres, promovendo e aumentado a sua visibilidade. Nela se organizam provas de Dressage, Equitação de Trabalho, Modelo e Andamento, Admissão de Garanhões, Horseball, Atrelagem, Equitação Adaptada e competições internacionais que pontuam para os campeonatos nacionais e ranking internacional.

A Feira do Cavalo de Ponte de Lima é organizada pelo Município de Ponte de Lima em conjunto com a Associação Concelhia das Feiras Novas, contando ainda com a colaboração da Associação Empresarial de Ponte de Lima, Escola Superior Agrária e o Centro Equestre do Vale do Lima.

Feira Medieval de Leiria

A cidade de Leiria é famosa pelo seu castelo, em posição dominante a norte sobre a primitiva povoação e o rio Lis, belo e imponente exemplo de construção medieval, onde se contrastam as belezas do património edificado e as da paisagem natural, sem dúvida um dos “ex-libris” da cidade, recebendo, anualmente, entre 50 e 70 mil turistas.

É por isso natural que, entre os dias 19 e 22 de julho volte à cidade o “Leiria Medieval”, evento que todos os anos atrai milhares de pessoas à cidade!

Leiria regressa ao tempo dos reis. Nobres, plebeus, mercadores, artesãos, místicos e artífices dão vida a uma vida de outros tempos. As ruas apinham-se para ver passar a corte e o povo dá vivas aos reis, que convocam a população para um banquete de cor, história, música, magia e sabores de séculos passados. Os éditos estão publicados, e que se cumpra esta lei real que pede ao povo que esteja presente.

O ponto alto será a recriação histórica do casamento de D. Afonso de Portugal com D. Beatriz Pereira de Alvim, realizado nesta localidade e do qual surgiu a Casa de Bragança.

Sábado-Feira (Porto)

Deixemos os tempos medievais e saltemos para o presente!

Na cidade do Porto existe uma feira de artes diversas a decorrer (mais ou menos) mensalmente nos Maus Hábitos, onde se pode encontrar trabalhos de fotografia, pintura, desenho, ilustração, pósteres, fanzines, cerâmica entre outros trabalhos de autor.

A Sábado-Feira surgiu em Janeiro de 2017 com o nome “Quinta-Feira do Ano”, precisamente por ser a primeira quinta-feira do ano. Trocou-se o trocadilho mais tarde para Sábado-Feira, dia em que se realiza agora.

A feira tem como objetivo promover um encontro entre artistas, artífices e produtores, não apenas entre si, mas também, é claro, com o seu público. É um local de partilha, de descoberta e inspiração para aqueles que se interessam pelas diversas áreas que a feira abrange.

Feira de São João (Évora)

A Feira de São João existe com este nome desde 1569 e a sua importância para Évora tem sido tal que, em meados do século XX, o feriado municipal foi fixado no dia 29 de junho (Dia de São Pedro), por ser este o último dia da Feira de São João.

O Rossio de São Brás é muito fácil de encontrar durante o período da feira. Basta seguir o som da animação. Se estiver na Praça do Giraldo, basta descer a Rua da República, a das arcadas ao lado da agência do Banco de Portugal.

Apesar de algumas partes da Feira de São João estarem abertas durante a tarde, o melhor é mesmo ir à noite porque o clima em Évora no princípio do verão já traz muito calor durante o dia. Grande parte das atrações estão abertas entre as 18h e as 24h. Depois da meia-noite ainda há diversão nas barracas de comes e bebes. Depois do encerramento, o caminho mais natural é o dos bares e discotecas de Évora.

A edição 2018 da Feira de São João em Évora irá decorrer de 22 de junho a 1 de julho. Este ano esperam-nos as habituais zonas de exposições, artesanato, comerciais, comes e bebes, stands, diversões populares, desporto.

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