Escapada

Na ComicCon de San Diego há sugestões de viagens para os fãs da Teoria do Big Bang e a Península Ibérica tem um merecido lugar de destaque porque o astrofísico Sheldon Cooper desfrutaria dos mais de onze destinos de astroturismo; os centros de observação planetária, como o Roque de los Muchachos em Espanha; ou os eventos no âmbito das comemorações dos 800 anos da Universidade de Salamanca.

Já imaginou o que faria o cientista Sheldon Cooper se o largassem em Espanha e Portugal apenas com as chaves de um Ford? Provavelmente, fugindo a todo o contacto humano, o astrofísico do Texas faria um estudo exaustivo do território, apontando os prós e contras desses locais dignos do seu (des)conhecimento. Logo em seguida elaboraria uma lista de dez destinos na Península Ibérica continental e insular onde fosse tão feliz como quando a Peggy lhe prepara o seu prato preferido de massa.

1. ILHAS CANÁRIAS

O primeiro destino do itinerário não poderia ser outro que não o arquipélago das Canárias. São poucos os territórios ibéricos que contam com tantos lugares fascinantes de um ponto de vista científico num espaço tão reduzido. Os céus, a vida marinha com mais de 20.000 espécies, os vulcões e a incrível diversidade das Canárias atraem milhares de turistas que, como Sheldon Cooper, viajam em busca de sabedoria.

Na ilha de La Palma, Sheldon Cooper começará o seu périplo no Observatório del Roque de los Muchachos, a 2396 metros de altitude, perfeito para o astroturismo e outros campos relacionados com a física solar e a física de altas energias. Deslumbrado, entrará no CALP (Centro de Astrofísica de La Palma), onde conversará livremente com alguns colegas de profissão que lhe darão a conhecer o Grande Telescópio CANARIAS ou o supercomputador La Palma. Depois, dará um pulo até Tenerife onde, após um animado debate no IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias, La Laguna), subirá o El Teide para entrar no Observatório e descobrir os segredos do astro-rei; ao cair a noite, contará as estrelas no município de Granadilla de Abona. Seguindo o rastro dos astros, chegará à Gran Canaria onde ficará boquiaberto com a singular biodiversidade da ilha. Em El Hierro verá que é possível abdicar dos combustíveis fósseis e ser autossuficiente. Para terminar a sua viagem, poderá comprovar com os cinco sentidos os motivos que levaram a UNESCO a classificar Lanzarote, Fuerteventura e La Gomera como Reservas da Biosfera.

2. ANDALUZIA

A Andaluzia é outro destino imperdível para Sheldon. As estrelas da Sierra del Sur de Jaén, as de Sierra Morena andaluza que se estende pelas províncias de Huelva, Jaén, Sevilha e Córdoba, o Observatório do Centro Astronómico Hispano-Alemão de Calar Alto na Sierra de los Filabres e o Observatório de Serra Nevada em Granada voltarão a relembrar quem somos ao astrofísico. Em Cádis, no Real Instituto e Observatório da Armada em San Fernando, que tem mais de 260 anos de história, Cooper poderá descobrir grandes feitos científicos como as observações meteorológicas, sísmicas e magnéticas, assim como a determinação científica da hora. No Centro de Ciência Principia de Málaga e na Casa das Ciências em Sevilha, o astrofísico poderá sentir-se como uma criança participando em experiências científicas. Tudo isto coincide com a Noite dos Investigadores Europeus a 28 de setembro, que visa aproximar as pessoas da ciência através de um programa completo de atividades diversas que terão lugar nas oito capitais de província da Andaluzia.

3. ALQUEVA – ALENTEJO

Sem perder de vista os céus noturnos, o astrofísico chegará ao Alentejo atraído pela Rota Dark Sky do Grande Lago do Alqueva. Esta área protegida e certificada como primeiro Destino Starlight do mundo abrange os municípios de Alandroal, Portel, Mourão, Moura, Barrancos e Reguengos de Monsaraz. Sheldon Cooper ficará extasiado com o Observatório Oficial de Dark Sky, situado em Cumeada (Reguengos de Monsaraz) e equipado com tecnologia de vanguarda para realizar uma viagem através de nebulosas, galáxias e milhões de constelações que se erguem acima das nossas cabeças.
Deixando para trás o interior alentejano e aproximando-se da costa atlântica, Sheldon Cooper dará de caras com o Centro de Ciência Viva de Lousal, no concelho de Grândola, que funciona desde 2001 como um museu de arqueologia industrial. O edifício albergava o Gabinete de Geologia, o Armazém do Óleo, a Casa do Ponto, a Casa das Lanternas, a Casa dos Equipamentos de Trabalho e o Balneário da Mina do Lousal, quando estas minas se encontravam no ativo (1934-1992).

4. ALDEIA HISTÓRICA DE CASTELO RODRIGO – CENTRO DE PORTUGAL

No centro de Portugal, bem longe da poluição luminosa, Sheldon Cooper chegará à Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo para observar as noites mágicas de Barca d’Alva, em Figueira de Castelo Rodrigo, graças ao Observatório de Astronomia instalado na Plataforma de Ciência Aberta. A experiência termina com uma prova de vinhos locais, usufruindo de uma vista privilegiada para o vale do Douro.

O astrofísico poderá participar igualmente no desenvolvimento de iNature (Internet of Nature), uma ferramenta que permitirá que os visitantes façam uma visita imersiva e personalizada pelos espaços naturais da zona.

5. ALVIELA – CENTRO DE PORTUGAL

Percorrendo o Centro de Portugal, Sheldon Cooper encontrará, no município de Alcanena, o Centro de Ciência Viva de Alviela – Carsoscópio. Neste espaço fará uma viagem pelos 175 milhões de anos do Maciço Calcário Estremenho, explorará os caminhos das águas subterrâneas em 3D ou descobrirá, nas suas próprias carnes, os segredos de alguns animais, como os morcegos. Além disso, Sheldon participará nas últimas jornadas de CarsoFérias:Botcia de Cá (3 a 7 de setembro) onde realizará um minucioso estudo das plantas e dos aromas, química em ação e uma imersão no mundo dos microrganismos; tudo isto no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e junto à nascente do rio Alviela.

6. CASTILHA-LA MANCHA

Do centro de Portugal, Cooper viajará até à vastidão da região de Castilha. Começando nas terras de D. Quixote e atraído pelo património paleontológico castelhano-manchego, Sheldon Cooper chegará ao Museu de Paleontologia de Cuenca (MUPA) onde poderá apreciar a alta qualidade dos fósseis ali expostos, além de viajar até ao período Cretácico com as jazidas conquenses de Las Hoyas e Lo Hueco. Fascinado pelos dinossauros, chegará ao Museu de San Bartolomé em Atienza (Guadalajara) onde estão em exposição fósseis com mais de 600 milhões de anos.
A Rede de Jazidas Visitáveis de Castilha-La Mancha dará a conhecer a Sheldon Cooper os segredos das civilizações da humanidade que povoaram as terras de Castilha-La Mancha: Libisosa (Albacete), Valeria e Ercávica (Cuenca), Cerro de las Cabezas e Motilla de Azuer (Ciudad Real) e Los Casares (Guadalajara). Por fim, Sheldon voltará a sonhar com as alturas espaciais na Serranía de Cuenca, no Parque Astronómico em jeito de preparação para o Congresso de Astronomia Cuenca 2018, que se realizará de 1 a 4 de novembro.

7. CASTILHA E LEÃO

Maravilhado pela evolução da nossa espécie, Sheldon Cooper passará de uma Castilha para a outra para descobrir que a melhor forma de nos conhecermos é através dos nossos antepassados. O Museu da Evolução Humana (Burgos) e o património universal da Jazida e do Parque Arqueológico de Atapuerca darão ao astrofísico a oportunidade de mergulhar nas nossas raízes. Já o lado académico de Sheldon Cooper também ficará plenamente satisfeito com os eventos que a Universidade de Salamanca preparou para comemorar os seus 800 anos. São quase meio milhar de congressos de todas as áreas do conhecimento (Humanidades, Ciências Sociais e Economia, Ciências da Saúde, Engenharias, Matemática e Ciências Naturais, etc.) que em 2018 irão atrair especialistas dos quatro cantos do mundo.

8. CANTANHEDE – COIMBRA

Apenas a 30 km da cidade universitária de Coimbra, situa-se Cantanhede. Neste pequeno município, Sheldon Cooper poderá saciar a sua sede de conhecimento no Biocant Park, o primeiro parque de biotecnologia em Portugal e no Centro de Ciência Júnior, localizado no parque tecnológico de Cantanhede e cujo objetivo é aproximar a biociência dos mais pequenos. Sheldon descobrirá os últimos projetos e investigações nas áreas da bioinformática, biologia celular, genómica, biotecnologia molecular ou microbiologia, que seguramente farão com que pense na sua amada Amy Farrah Fowler.

9. GALIZA

A Galiza é outro destino de eleição para o turismo científico. O Parque Nacional das Ilhas Atlânticas, certificado com selos Observer, Starlight, Quality Coast e signatário da Carta Europeia de Turismo Sustentável, será um festim para os sentidos de Sheldon Cooper. Esta área protegida é composta por quatro arquipélagos: Cíes, Ons, Sálvora e Cortegada. Aproveitando o magnífico património natural, Sheldon Cooper realizará diferentes atividades. Explorará a ecologia das Rias Baixas desta barreira natural do oceano Atlântico, descobrirá os segredos do espaço, dos nossos antepassados e da nossa terra, e ficará a conhecer o trabalho de investigação realizado pelos cientistas para conservar o extenso património de uma área tão bela quanto diversa.
Ainda deslumbrado com as Ilhas Atlânticas, Sheldon tocará as estrelas em Trevinca, o ponto mais alto da Galiza.

10. LISBOA

A capital portuguesa será a última paragem na viagem científica de Sheldon Cooper. No Centro de Conhecimento do Mar, o astrofísico visitará o Aquário Vasco da Gama onde poderá observar espécies aquáticas de flora e fauna de ambos os hemisférios e, depois, descobrirá todos os segredos do gigante azul no Museu da Marinha. No Planetário Calouste Gulbenkian realizará uma visita interativa pelo espaço exterior e participará em alguns workshops interessantes como a “Comida de astronauta” para conhecer a alimentação dos homens e mulheres que se aventura no espaço; ou “O escuro da noite” onde Sheldon poderá aprender com um astrónomo do NUCLIO (Núcleo Interativo de Astronomia). Contudo, o Observatório Astronómico de Lisboa será o local escolhido por Sheldon Cooper para terminar este périplo. Haverá algum lugar melhor para a astrofísico passar os últimos momentos antes de apanhar o avião rumo a Pasadena do que num espaço rodeado por dois séculos de história da astronomia?

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